O cliente decide comprar US$ 100.000 em ETF global. Os dois caminhos entregam a mesma exposição econômica. O que muda é o número de portas que ele precisa abrir para chegar lá.
Corretora no exterior
O caminho que o escritório usa hoje.
- Abrir a conta leva semanas. Comprovante de residência, formulário fiscal e aprovação de compliance antes de existir qualquer saldo.
- A remessa custa antes da compra. IOF de 3,5% mais o spread do banco: perto de US$ 7.500 já se foram, dos US$ 100.000, antes da primeira ordem.
- Ticket e lote mínimos. Comprar meia ação ou US$ 50 de um ETF nem sempre é possível. O cliente pequeno simplesmente não entra.
- A custódia é da corretora. O papel fica no balanço dela. Transferir para outra instituição depois é processo, não clique.
- O dinheiro para no meio do caminho. Entre a remessa e a execução da ordem, o saldo fica em conta não remunerada, sem render nada.
Ações e ETFs tokenizados
A ordem sai do saldo em dólar que ele já tem.
- Nenhuma conta nova para abrir. O cliente já está dentro. Sem formulário fiscal, sem transferência internacional, sem segunda aprovação de compliance.
- 0,5% por ordem, e mais nada. Em US$ 100.000, são US$ 500. Não há taxa de custódia, de manutenção nem de inatividade.
- Sem lote mínimo, fração a partir de US$ 10. O cliente de R$ 1 milhão e o de R$ 100 mil compram a mesma exposição. Muda o tamanho, não o acesso.
- O papel liquida na carteira dele. Fica em autocustódia, no nome do cliente, e não no balanço de nenhuma corretora.
- Até a ordem sair, o dinheiro rende. O saldo em dólar continua rendendo, e depois da venda a posição volta para o mesmo saldo.
O cliente não compra a ação: compra um título lastreado nela, mantido pela Ondo. A exposição econômica é a do papel, mas existe risco de emissor, que é diferente do risco da ação, e o título não dá direito de voto. Dividendos seguem a regra publicada pelo emissor.
“Quantos clientes de vocês ficam fora da bolsa lá fora só porque abrir conta no exterior dá trabalho demais para o tamanho do ticket que eles têm?”
As dúvidas que o cliente traz
O que tem na prateleira. Mais de 440 ações e ETFs americanos, de Nvidia e Tesla ao S&P 500. A entrada é fracionada a partir de US$ 10, com emissão e resgate na própria carteira.
Quando dá para operar. De domingo à noite a sexta à noite, no horário de Nova York. Nos principais papéis também há negociação em fim de semana e feriado, com spread maior e limites. Nunca prometer negociação ininterrupta para a prateleira inteira: isso vale para os principais papéis, não para os 440.
Quem responde pelo lastro. A Ondo emite, a Alpaca custodia o papel nos Estados Unidos e a Ankura fiscaliza e atesta. Cada título só existe depois que a ação correspondente foi comprada e guardada, e a conferência é diária e independente.
O que acontece com os dividendos. São reinvestidos no próprio título, em vez de caírem na conta para o cliente reaplicar por conta.