Não é onde o dinheiro está guardado. É quem tem a autorização de movê-lo. A mesma pergunta define os dois modelos, e tudo o mais é consequência da resposta.
Conta em corretora
A instituição executa em nome do cliente.
- O saldo é uma linha na base de dados dela. Quem pode editar essa linha é a instituição, não o cliente.
- A ordem vale por aprovação interna. Cada movimento passa por um processo que o cliente não controla nem enxerga.
- O ativo fica no balanço da instituição. O cliente é credor dela, e não dono direto do ativo.
- Recuperar acesso é a central de atendimento. Protocolo, fila e prazo interno de outra empresa.
- O assessor vê o que a instituição abrir. A visão dele depende do que o sistema dela concede.
Autocustódia
O cliente assina, e a rede valida a assinatura.
- O saldo fica num registro público. Verificável a qualquer hora, inclusive pelo assessor, sem pedir extrato a ninguém.
- A ordem vale pela assinatura do cliente. Um passo a menos, e é justamente o que dependia de terceiro.
- O ativo fica fora do balanço de qualquer um. Está no nome dele, e não é crédito contra instituição nenhuma.
- Recuperar acesso é regra da carteira. Sem frase secreta para guardar e sem central para ligar.
- O assessor acompanha e monta a ordem. Quem confirma é o cliente, e a visão do assessor não depende de terceiro.
O passo que sai do caminho
“O seu dinheiro fica no seu nome e o acesso é seu. A Rivool cuida da operação, mas não fica com o seu patrimônio. É a diferença entre quem fabrica o cofre e o banco que guarda o dinheiro dentro dele.”
“E se eu perder o acesso?” A resposta é que não existe frase de 12 palavras para guardar. A chave nasce dentro de um cofre de hardware, fica quebrada em pedaços e nunca inteira em lugar nenhum, e a recuperação é por regras definidas na própria carteira. O detalhe está no doc de autocustódia e smart wallet.