O Blend é o protocolo de crédito da rede Stellar. É nele que o dólar digital (USDC) das estratégias é emprestado a tomadores com garantia, e são os juros desses empréstimos que viram o rendimento diário do cliente. Este material explica de onde vem esse rendimento, como o risco é controlado e onde verificar cada informação.
Como o rendimento nasce, elo por elo
| Elo | Quem | O que faz |
|---|---|---|
| Depósito | USDC do cliente | Entra num pool de crédito do Blend, saindo da carteira do cliente apenas para o contrato do pool |
| Tomadores | Quem pega USDC emprestado | Deixam garantia maior que a dívida travada no contrato e pagam juros pelo empréstimo |
| Juros | Definidos por algoritmo | Sobem quando a demanda por crédito cresce e caem quando ela diminui; são divididos entre os depositantes e o backstop |
| Backstop | Capital de primeira perda | Reserva que absorve prejuízo antes de qualquer depositante, remunerada justamente por assumir essa posição |
| Protocolo | Blend (Script3) | Contratos abertos e auditados na Stellar; nos pools padrão, as regras são imutáveis após a criação |
O que isso significa na prática
Para o cliente
- Caixa em dólar rendendo diariamente, com taxa variável conforme a demanda por crédito no pool
- O rendimento vem de juros pagos por tomadores com garantia, não de promessa da plataforma
- A posição fica na carteira do próprio cliente, em autocustódia, visível na rede a qualquer momento
- Depósito e resgate sem carência, sujeitos apenas à liquidez disponível no pool
Para o assessor
- A analogia aprovada: a lógica de um CDB, mas sem FGC: quem deposita empresta e recebe parte do juro, sem a proteção do fundo
- Transparência total: depósitos, empréstimos e garantias são públicos e conferíveis na rede, sem depender de relatório da empresa
- Operação inteira numa rede só, a Stellar, sem pontes entre redes no caminho do dinheiro
- Perguntas sobre risco têm resposta estruturada: as três camadas de proteção e o doc de riscos que acompanha a proposta
Diferenciais do desenho
Risco compartimentado
- Pools isolados: cada pool tem seus ativos, suas regras e seu risco; um problema num pool não contamina os outros
- Nos pools padrão, os parâmetros são imutáveis após a criação: ninguém muda as regras com o dinheiro dentro
- Juros ajustados por algoritmo, sem depender de votação ou intervenção de governança
- O backstop tem fila de saída de 17 dias: quem segura o risco não consegue abandonar o posto de uma hora para outra
Quem construiu e quem verificou
- Desenvolvido pela Script3, estúdio DeFi dedicado ao ecossistema Stellar
- Código aberto, com auditoria e verificação formal pela Certora (2025), a mesma firma que verifica os maiores protocolos do mercado
- Revisão adicional em competição pública na Code4rena, além de bug bounty permanente do próprio CEO da Script3
- Todos os relatórios estão publicados na documentação, com link direto para os PDFs
Estrutura de segurança
Como o dinheiro do cliente está protegido
- Todo empréstimo nasce com garantia maior que a dívida, travada no mesmo contrato
- Se a garantia perde valor, a posição é liquidada automaticamente em leilão, antes de virar prejuízo
- Se ainda assim sobrar dívida, o backstop absorve a perda primeiro; o depositante é o último a ser atingido
- O isolamento por pool impede que problema alheio (outro ativo, outro oráculo) alcance o pool do cliente
- Contratos auditados e imutáveis, com histórico público desde o lançamento
Como comunicar a segurança
- A formulação correta: "o rendimento vem de juros de empréstimos com garantia, e existem três camadas de proteção antes de o depositante perder"
- Rendimento é variável: apresente faixas e histórico, nunca promessa de retorno
- Sem FGC e sem seguradora: a proteção vem do desenho (garantia + liquidação + backstop), e é isso que se explica
- Na analogia com CDB, nunca corte o "sem FGC": é analogia de funcionamento, não equivalência de produto
- O doc de riscos acompanha toda proposta, por padrão
"O rendimento em dólar da conta vem do Blend, o principal protocolo de crédito da rede Stellar, a mesma rede usada pela Franklin Templeton e conectada pela DTCC. O dólar digital do cliente é emprestado a tomadores que deixam garantia maior que a dívida, e os juros que eles pagam viram o rendimento diário. Há três camadas de proteção antes de o depositante perder: a garantia do tomador, a liquidação automática e uma reserva de primeira perda. O código é aberto, auditado pela Certora, e a posição fica na carteira do próprio cliente. O que não existe: FGC ou rendimento garantido. A taxa varia com o mercado de crédito."